A Importância do Planejamento Sucessório em Empresas Familiares
As empresas familiares desempenham papel central na economia brasileira. Estima-se que mais de 90% das empresas no país tenham origem ou controle familiar, representando mais da metade do PIB e aproximadamente 75% da geração de empregos, conforme dados do IBGE. Contudo, apesar de sua relevância, muitas dessas empresas enfrentam um desafio crítico: a ausência de um planejamento sucessório estruturado.
O que é o planejamento sucessório?
O planejamento sucessório consiste na definição prévia e organizada de como se dará a transferência da gestão e/ou do patrimônio da empresa para as futuras gerações. Trata-se de um processo que envolve aspectos jurídicos, societários, tributários e, sobretudo, humanos.
Por que o planejamento sucessório é essencial?
Em empresas familiares, os laços afetivos frequentemente se sobrepõem às decisões racionais de gestão. Sem um plano sucessório adequado, a transição entre gerações pode gerar conflitos, desorganização administrativa e até comprometer a sobrevivência da empresa.
As principais razões para sua importância incluem:
1. Continuidade dos negócios
A sucessão planejada permite a identificação e preparação dos herdeiros ou sucessores mais capacitados, assegurando que a empresa continue operando de forma eficiente após a saída do fundador ou líder atual.
2. Redução de conflitos
Ao estabelecer regras claras sobre a sucessão, evita-se que disputas familiares comprometam a estabilidade da empresa ou se transformem em litígios judiciais.
3. Preservação do patrimônio
Um plano sucessório pode ser estruturado de forma a minimizar impactos tributários e garantir que o patrimônio construído pela família seja protegido e bem administrado pelas futuras gerações.
4. Profissionalização da gestão
O planejamento sucessório frequentemente vem acompanhado da profissionalização da empresa, com a introdução de práticas de governança corporativa, conselhos consultivos e gestores externos, quando necessário.
Instrumentos jurídicos e societários mais utilizados
O planejamento sucessório pode envolver diversos instrumentos, entre os quais se destacam:
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Holding familiar: estrutura societária criada para centralizar a administração e a sucessão do patrimônio familiar.
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Doações com reserva de usufruto: permitem a transferência do patrimônio em vida, mantendo o controle sobre os bens.
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Testamentos: determinam a divisão dos bens após a morte do titular, respeitando os limites legais da legítima.
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Acordos de sócios: regulam a entrada e saída de herdeiros na sociedade, bem como sua participação na gestão.
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Protocolos familiares: estabelecem normas e valores comuns entre os membros da família empresária, auxiliando na convivência harmônica entre família e empresa.
Conclusão
O planejamento sucessório não é um tema a ser tratado apenas em momentos de crise ou diante da iminência da sucessão. Pelo contrário, quanto mais cedo for iniciado, maiores serão as chances de preservar o legado da empresa, proteger o patrimônio familiar e garantir uma transição segura e eficiente entre gerações.
Empresas familiares que desejam perdurar no tempo devem compreender que a sucessão não é apenas uma transferência de cargos ou bens, mas um processo estratégico que exige preparo, diálogo e visão de longo prazo.
A equipe do escritório Cemin e Ruschel Advogados está à disposição para auxiliar na importante decisão de iniciar o planejamento sucessório da sua empresa familiar!
